Sábado, 31 de Julho de 2010

Portugal/Espanha // Portugal/Espanha: Cimeira luso-espanhola decorre no dia 22 de Janeiro em Zamora Por: TD / Secção: Região do Douro / 21-01-2009 Imprimir Enviar a um amigo

Cimeira

A 24ª cimeira luso-espanhola decorre na cidade espanhola de Zamora a 22 de Janeiro e incluirá, entre outras matérias, um acordo no âmbito da segurança e protecção civil, confirmaram ministros dos dois países. Os participantes vão brindar com vinho Ibérico feito com uvas dos dois lados da fronteira – O “Duradero 2005” O anúncio da data do encontro foi feito hoje pelos ministros da Administração Interna de Portugal e Espanha, Rui Pereira e Alfredo Pérez Rubalcaba, que se reuniram em Madrid para analisar vários temas da agenda bilateral. Entre os temas tratados incluem-se várias questões de cooperação transfronteiriça em matérias como policiamento e alfândegas e combate a fogos florestais que serão alvo de um acordo a assinar em Zamora. Normalmente as cimeiras luso-espanholas decorrem nos meses finais de cada ano mas a 23ª, de 2007, já foi atrasada para o início deste ano, tendo decorrido nos dias 18 e 19 de Janeiro últimos. O mesmo acontece neste caso e a cimeira correspondente a 2008 passa para 2009. À semelhança do que tem ocorrido nos últimos anos, a próxima cimeira decorre num momento de intensos contactos entre os dois países, a todos os níveis, e numa altura em que não há praticamente contenciosos. A situação económica, dada a integração entre os dois mercados, deverá ser um assunto que mereça alguma atenção, bem como cooperação científica e, em particular o centro transfronteiriço de energias renováveis que será instalado em Badajoz. O encontro decorre depois da chegada recente de novos embaixadores de Portugal em Madrid, Álvaro Mendonça e Moura, e de Espanha em Lisboa, Alberto Navarro. Os participantes na 24ª Cimeira luso-espanhola que decorre quinta-feira na cidade de Zamora (Espanha) vão brindar com um vinho ibérico que nasceu de um coupage de uvas dos dois lados da fronteira. O "Duradero" nasceu em 2005 quando se decidiu reunir uvas da Quinta do Portal (Celeiros do Douro), no lado português do Douro, com uvas das Caves Liberalia Enológica (Zamora), do lado espanhol do rio transfronteiriço. Especialmente bem acolhido pelo mercado, chegando a merecer 90 valores em algumas das mais prestigiadas publicações enólogas de Portugal e Espanha, é descrito com um vinho "especial" fabricado com uvas Roriz portuguesa e uvas toro espanhol. O nome do vinho foi retirado de versos do mais famoso poeta zamorano, Claudio Rodríguez, que sempre dedicou especial atenção ao Douro. O primeiro encontro entre responsáveis das duas produtoras ocorreu no âmbito do encontro vitivinícola Vinos Duri, que decorreu na cidade de Zamora em 2005. Para os responsáveis da iniciativa trata-se de uma forma de colaboração importante entre os dois lados da fronteira, potenciando ao mesmo tempo a imagem vitivinícola do Douro. "É um vinho de auréola negra, com aromas a fruta muito madura e com indícios de chocolate. Vinho encorpado com boa persistência. Vale a pena guardar umas garrafas para daqui a uns anitos. Bom vinho", lê-se numa critica ao Duradero no site WineCellar Para a revista "Blue Wine" o Duradero nasce de um "casamento há muito desejado", assinado pelos enólogos Paulo Coutinho e Sílvia Garcia, e que representa "uma união transfronteiriça que se baseia num legado histórico comum, de um rio que simbolicamente banha os dois países e os enlaça. "É um vinho que tem um rio a correr nas veias. Consegue o nobre feito de casar dois países dentro de uma garrafa e galgar fronteiras", explica a revista. O projecto do Douro surge depois de outras iniciativas vinícolas transfronteiriças, entre as quais um projecto do Dão Sul que misturou uva Touriga Nacional da Quinta das Tecedeiras e uva Garnatxa Roja dos vinhedos Ithaca (região espanhola de Priorat). A Quinta do Portal aposta no conceito da boutique winery produzindo vinhos DOC Douro, Porto, Moscatel e espumantes enquanto a Liberalia Enológica é um casa familiar que elabora vinhos de gama alta, a partir de vinhedos com idades entre os 30 e os 100 anos. Num recente artigo de opinião no La Opinion de Zamora, Caren Ferreras Sebastian, diz que o projecto do vinho é o melhor símbolo da cimeira luso-espanhola, porque "nasce do bom entendimento, da amizade e da proximidade" entre os dois países. "Neste ocasião, Portugal e Espanha brindarão e estarão mais próximos graças a um vinho de ambos, a vinhos que se juntaram convenientemente, que se enriqueceram nobremente e que deram lugar a um tinto excelente", escreve.

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