Património // Rede das Aldeias Vinhateiras poderá ser alargada Por: / Secção: Região do Douro / 06-02-2009 Imprimir Enviar a um amigo
Estrutura de Missão do DouroO projecto das Aldeias Vinhateiras, que visou a regeneração do património e revitalização socio-económica de seis aldeias, poderá ser alargado a outras localidades do Douro, anunciou hoje o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro (EMD).
Ricardo Magalhães, que falava à margem das Jornadas do Património Cultural do Douro, que decorreram em Sabrosa, referiu que as Aldeias Vinhateiras são “um projecto de promoção do Douro e que faz todo o sentido estendê-lo a outros concelhos”.
Lançado em 2001, no âmbito da Acção Integrada de Base Territorial do Douro (AIBT do Douro), o programa “Aldeias Vinhateiras” tem como objectivo principal a criação de uma dinâmica de regeneração e valorização das aldeias do Douro Vinhateiro, através da revitalização socio-económica, da fixação da população e do reforço da promoção turística do Douro.
As aldeias que integram a rede são Favaios, Provesende, Barcos, Trevões, Telões e Ucanha, que se distribuem pelos concelhos de Alijó, Sabrosa, São João da Pesqueira, Tabuaço e Tarouca.
Segundo Ricardo Magalhães, a intervenção física, que envolveu a recuperação de edifícios, está praticamente terminada, faltando apenas a aldeia de Trevões.
Agora diz que é necessário passar para uma segunda fase que visa estimular a economia da aldeia, através da abertura de cafés, quartos para acolher os turistas ou a aposta nos produtos da terra como compotas ou artesanato.
A terceira fase do programa está relacionada com a promoção em rede das aldeias.
O responsável referiu ainda que este ano se vai repetir o programa de animação turística nas seis localidades.
Só depois de terminado e consolidado todo este trabalho é que, segundo Ricardo Magalhães, a rede será alargada.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques, anunciou a abertura do Museu da Filoxera em Provesende, o qual funcionará como um núcleo do Museu do Douro, uma iniciativa que quer trair mais turistas a esta aldeia vinhateira.
Ricardo Magalhães disse ainda acreditar que algumas aldeias durienses “vão sair do coma e ressurgir” graças à conjugação de investimentos públicos e privados.
“Em aldeias onde são recuperadas algumas casas, depois os restantes habitantes vão atrás e também investem nas suas habitações. É o que acredito que está a acontecer por exemplo em Celeiros (Sabrosa)”, salientou.
Ricardo Magalhães alertou ainda para a necessidade de preservar alguns elementos do património do Douro que correm o risco de, se não houver uma interferência a curto prazo, de se “diluírem ou perderem valor”.
“Por exemplo alguns projectos de reconversão da vinha que delapidam o valor patrimonial e cénico da paisagem. São projectos que não se ajustam às condições do terreno, alternando cursos de água e que do ponto de vista de integração paisagística não são adequados ao local onde estão instalados”, frisou.
Em termos de ordenamento do território, Paula Silva, directora do serviço dos bens culturais da Direcção Regional da Cultura do Norte (DRCN) defendeu “uma mudança de paradigma relativamente ao modo de ver o território e de pensar o construído”.
“Não podemos continuar a deixar as coisas a cair e estar continuamente a construir coisas novas. De uma maneira geral os centros históricos estão degradados e depois têm construções novas à volta”, salientou.








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