Pontos(s) de Vista Por: / 16-01-2009 · 1 comentário(s)
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Ultimamente a palavra crise anda espalhada por todos os jornais, todas as conversas e por todas as mentes. A crise financeira gera a crise social, afectando todos os sectores da vida de cada cidadão. Mediante as dificuldades financeiras mundiais, a maioria dos portugueses, negativistas por natureza, continuam a assumir aquela postura de pensar mais nos problemas e menos nas soluções. Apenas alguns têm consciência real da crise global que atravessamos. Mas o que importa é a procura de soluções e não tanto a constatação da difÃcil realidade que teremos de enfrentar.
Cada um vive por si, sem pensar de forma mais global. É preciso abrirem-se horizontes porque o que é geral afecta o particular. A questão é o que, cada um de nós, pode fazer para mudar alguma coisa. Olhar para o próprio umbigo ou fazer comparações com os outros não nos conduz a um caminho seguro e, muito menos, com boas perspectivas de futuro. Num mundo cada vez mais contraditório, entre objectividade e subjectividade, a fé assume contornos diferentes daqueles que tinha há uns anos atrás. Nos dias de hoje tudo é rápido, simples e mais cómodo. Uma mensagem de telemóvel ou um e-mail demoram alguns segundos a ser enviados, uma carta, um dia e uma notÃcia, mal acontece, temos logo o seu conhecimento. Por isso, perante a mais simples dificuldade baqueamos. Não estamos preparados, para acreditar que vamos vencer os obstáculos. Porque a paciência está destreinada e a esperança é um sentimento relativo a um futuro muito próximo.
A fé falta-nos facilmente, porque nos desabituamos a ter dificuldades e não nos adaptamos à s mesmas. Os mais novos são os que têm menos esperança, porque já nasceram no mundo da rapidez e da facilidade. Não conseguimos um equilÃbrio entre toda a tecnologia que dispomos e a humanidade que temos. São meios que, muitas vezes, não conseguimos gerir. Por exemplo, construÃmos pontes enormes e temos dificuldade em conseguir parcerias. Por outro lado, quanto mais evoluÃmos para a objectividade, onde a ciência e a tecnologia dão as mãos, mais necessidade temos de mostrar o quanto de humano há em tudo o que fazemos. A fé e a religião significaram a mesma coisa durante anos e ainda hoje se confundem. A religião auxilia a fé, mas não precisa de se fundir com ela. A fé no sentido da esperança está em nós mesmos, independentemente da religião que temos ou que não temos.
Mas a crise na religião, afectou a esperança. Embora a consciência de que somos capazes de mover ou modificar muitas coisas à nossa volta, nos tornasse mais inconformistas, a fé, seja de que forma for, é fundamental para avançarmos. Essa fé, que é Ãntima e pessoal, que nos inspira e nunca nos submete ou sacrifica, partilhada sem ser imposta, e sem criar conflitos com os outros, é-nos, essencial. O ano de 2009, que vai surgir, precisa da energia positiva, que nasce de cada um de nós, para que seja um ano melhor, para que nos adaptemos sem nos conformarmos, que tenhamos fé, esperança e sorrisos para que não esmoreçamos mediante as dificuldades. Uma crise é uma crise. Tem um espaço de tempo, vem e passa.
Esperemos que este novo ano contribua para extinguir novas e velhas crises, sejam elas económicas, financeiras, sociais ou religiosas. Todas.







1 Comentário
Aproveito esta oportunidade para agradecer-lhe a companhia e a sua disponibilidade em ter estado connosco juntamente com o Sr. arquitecto Maia. Foi bom e instrutivo a Sra. Gisela ter partilhado o seu conhecimento, com toda a sua simpatia e boa disposição, de toda a obra acerca do Barão Joseph James Forrester. Continue assim o seu brilhante e empenhado trabalho ao serviço da nossa região tão maravilhosa que é o Douro. Dou-lhe os meus sinceros parabéns! Como vê o prometido é devido e por isso disse que ia ler as suas crónicas a partir de então e de facto vale mesmo a pena.
Os melhores e sinceros cumprimentos!